Dê, te adoro minha linda......
ANDRÉ LUCIANO
"Quanto mais me elevo, menor fico aos olhos de quem não sabe voar" NIETZSCHE
30 de maio de 2012
28 de maio de 2012
AT LAST
Uma ótima semana. Com Etta James....(DIVA)
At Last
At last my love has come along
My lonely days are over
And life is like a song
Ohh yeah yeah
At last
the skies above are blue
My heart was wrapped up in clover
The night I looked at you
I found a dream, that I could speak to
A dream that I can call my own
I found a thrill to press my cheek to
A thrill that I have never known
Ohh yeah yeah…
You smile, you smile
oh And then the spell was cast
And here we are in heaven
For you are mine at last
Enfim
Até que enfim Meu amor chegou
Meus dias solitários acabaram
E a vida é como uma canção
Ohh sim sim...
Enfim
O céu está azul
Meu coração está coberto de tranquilidade
Na noite em que eu olhei pra você
Eu encontrei um sonho, que eu posso conversar
Um sonho que posso chamar de meu
Eu achei um prazer apertar minha bochecha
Um prazer que eu nunca havia conhecido
Ohh sim sim...
Você sorriu,Você sorriu
E assim o encanto foi lançado
E aqui estamos no céu
Porque você é meu enfim
25 de maio de 2012
Dona da Minha Cabeça
Dona da minha cabeça ela vem como um carnaval
E toda paixão recomeça, ela é bonita, é demais
Não há um porto seguro, futuro também não há
Mas faz tanta diferença quando ela dança, dança
E toda paixão recomeça, ela é bonita, é demais
Não há um porto seguro, futuro também não há
Mas faz tanta diferença quando ela dança, dança
Eu digo e ela não acredita, ela é bonita demais
Eu digo e ela não acredita, ela é bonita, bonita
Digo e ela não acredita, ela é bonita demais
Eu digo e ela não acredita, ela é bonita, é bonita
Eu digo e ela não acredita, ela é bonita, bonita
Digo e ela não acredita, ela é bonita demais
Eu digo e ela não acredita, ela é bonita, é bonita
Dona da minha cabeça quero tanto lhe ver chegar
Quero saciar minha sede milhões de vezes, milhões de vezes
Quero saciar minha sede milhões de vezes, milhões de vezes
Na força dessa beleza é que eu sinto firmeza e paz
Por isso nunca desapareça
Nunca me esqueça, eu não te esqueço jamais
Eu digo e ela não acredita, ela é bonita demais
Eu digo e ela não acredita, ela é bonita, bonita
Digo e ela não acredita, ela é bonita demais
Eu digo e ela não acredita, ela é bonita, é bonita
Por isso nunca desapareça
Nunca me esqueça, eu não te esqueço jamais
Eu digo e ela não acredita, ela é bonita demais
Eu digo e ela não acredita, ela é bonita, bonita
Digo e ela não acredita, ela é bonita demais
Eu digo e ela não acredita, ela é bonita, é bonita
20 de maio de 2012
A Rua
Acredita-se que o único remédio é adiar tudo. É adiar a sede, a fome, a viagem, a dívida, o divertimento, o pedido de emprego, ou a própria alegria. A esperança é também uma forma de contínuo adiamento. Os que não têm porque esperar prestigiam a esperança, numa sala de espera. Não sabem que a espera significa apenas uma esperança sentada. Figura de mulher num quadro antigo dando milho aos pombos.
4 de maio de 2012
Eterno Retorno...
"Tudo vai, tudo volta, eternamente gira a roda do ser. Tudo morre, tudo refloresce,
eternamente transcorre o ano do ser. Tudo se desfaz, tudo é refeito, eternamente constrói-se a mesma casa do ser. Tudo se separa, tudo volta a se encontrar, eternamente fiel a si mesmo permanece o anel do ser.Em cada instante começa o ser, em torno de todo o "aqui"
rola a bola "acolá ". O meio está em toda parte. Curvo é o caminho da eternidade."
Nietzsche (Assim Falava Zarastrusta)
eternamente transcorre o ano do ser. Tudo se desfaz, tudo é refeito, eternamente constrói-se a mesma casa do ser. Tudo se separa, tudo volta a se encontrar, eternamente fiel a si mesmo permanece o anel do ser.Em cada instante começa o ser, em torno de todo o "aqui"
rola a bola "acolá ". O meio está em toda parte. Curvo é o caminho da eternidade."
Nietzsche (Assim Falava Zarastrusta)
29 de abril de 2012
Eu vou tirar do dicionário
A palavra vocêVou trocá-la em miúdos
Mudar meu vocabulário
E no seu lugar
Vou colocar outro absurdo
Eu vou tirar suas impressões digitais
Da minha pele
Tirar seu cheiro
Dos meus lençóis
O seu rosto do meu gosto
Eu vou tirar você de letra
Nem que tenha que inventar
Outra gramática
Eu vou tirar você de mim
Assim que descobrir
Com quantos "nãos" se faz um sim
Eu vou tirar o sentimento
Do meu pensamento
Sua imagem e semelhança
Vou parar o movimento
A qualquer momento
Procurar outra lembrança
Eu vou tirar, vou limar de vez sua voz
Dos meus ouvidos
Eu vou tirar você e eu de nós
O dito pelo não tido
Eu vou tirar você de letra
Nem que tenha que inventar
Outra gramática
Eu vou tirar você de mim
Assim que descobrir
Com quantos "nãos" se faz um sim
Alice Ruiz
27 de abril de 2012
A primeira provocação...
A primeira provocação ele agüentou calado. Na verdade, gritou e
esperneou. Mas todos os bebês fazem assim, mesmo os que nascem em
maternidade, ajudados por especialistas. E não como ele, numa toca,
aparado só pelo chão.
A segunda provocação foi a alimentação que lhe deram, depois do leite da mãe. Uma porcaria. Não reclamou porque não era disso.
Outra provocação foi perder a metade dos seus dez irmãos, por doença e
falta de atendimento. Não gostou nada daquilo. Mas ficou firme. Era de
boa paz.
Foram lhe provocando por toda a vida.
Não pode ir a escola porque tinha que ajudar na roça. Tudo bem, gostava da roça. Mas aí lhe tiraram a roça.
Na cidade, para aonde teve que ir com a família, era provocação de tudo
que era lado. Resistiu a todas. Morar em barraco. Depois perder o
barraco, que estava onde não podia estar. Ir para um barraco pior.
Ficou
firme.
Queria um emprego, só conseguiu um subemprego. Queria casar, conseguiu
uma submulher. Tiveram subfilhos. Subnutridos. Para conseguir ajuda, só
entrando em fila. E a ajuda não ajudava.
Estavam lhe provocando.
Gostava da roça. O negócio dele era a roça. Queria voltar pra roça.
Ouvira falar de uma tal reforma agrária. Não sabia bem o que era.
Parece que a idéia era lhe dar uma terrinha. Se não era outra
provocação, era uma boa.
Terra era o que não faltava.
Passou anos ouvindo falar em reforma agrária. Em voltar à terra. Em ter
a terra que nunca tivera. Amanhã. No próximo ano. No próximo governo.
Concluiu que era provocação. Mais uma.
Finalmente ouviu dizer que desta vez a reforma agrária vinha mesmo.
Para valer. Garantida. Se animou. Se mobilizou. Pegou a enxada e foi
brigar pelo que pudesse conseguir. Estava disposto a aceitar qualquer
coisa. Só não estava mais disposto a aceitar provocação.
Aí ouviu que a reforma agrária não era bem assim. Talvez amanhã. Talvez no próximo ano... Então protestou.
Na décima milésima provocação, reagiu. E ouviu espantado, as pessoas dizerem, horrorizadas com ele:
- Violência, não!
Luis Fernando Verissímo
20 de abril de 2012
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